PTN - Partido Trabalhista Nacional | História
  • 1930-49

    O partido surge para defender os ideais do trabalhismo e garantir os direitos dos cidadãos. Com a dificuldade do PTB contemplar todas as aspirações trabalhistas, novos grupos criaram legendas. Getúlio Vargas, o grande guia do trabalhismo no Brasil, estimulava essas forças que difundiam os ideais da classe trabalhadora.

    Em 29 de outubro de 1945, com o fim da ditadura do Estado Novo, foram convocadas eleições para presidente, governadores e a Constituinte. Também já haviam sido anistiados os presos políticos. Mais de uma dezena de partidos passaram a funcionar e começaram a formar seus diretórios nas capitais e no interior.

    A Lei Eleitoral de então exigia o mínimo de 10 mil assinaturas em pelo menos cinco Estados para um partido ter seu registro definitivo. A Resolução no. 230 do Tribunal Superior Eleitoral, de 6 de Outubro de 1945, concedeu ao Partido Trabalhista Nacional o registro provisório.

    Segundo os documentos da Justiça Eleitoral, seu primeiro presidente foi Adalberto Lima Leite. Apenas um ano mais tarde, em 22 de outubro de 1946, pela Resolução no. 1881, o PTN obteve seu registro definitivo.

  • 1950-59

    Em 1950 o PTN elege cinco deputados federais em São Paulo, um em Goiás e nove deputados estaduais para a Assembléia Paulista. Um excelente resultado para um partido ainda em fase de estruturação.

    Na época, o PTN era um interlocutor importante no contato entre partido e sindicato. Esteve na linha de frente de movimentos pelo congelamento dos preços e no movimento "O Petróleo é Nosso", campanha dos grupos nacionalistas pelo monopólio estatal da exploração do petróleo.

    Neste período a política conheceu Jânio da Silva Quadros. Político que passou de modesto professor de português a fenômeno da comunicação de massas. A atuação de Jânio como vereador na cidade de São Paulo e como deputado estadual foi a grande alavanca que o levou à candidatura a prefeito de São Paulo, em 1953, em vitória conhecida como a "Revolução de 22 de Março".

    Já em 1954, o PTN lança Jânio Quadros ao governo de São Paulo em oposição a Adhemar de Barros, e com a marcha "Varre, varre vassourinha". Neste mesmo ano o PTN elege novamente cinco deputados federais.

    O apoio do partido ajuda na eleição do presidente Juscelino Kubitschek em 1956 e na vitória de Carvalho Pinto como Governador de São Paulo em 1958, ano em que o partido elege oito deputados, sua maior representação.

  • 1960-69

    Em 1960, o PTN foi o primeiro partido a registrar a candidatura de Jânio Quadros à presidência da Republica. Somente depois, os outros partidos se juntaram à vitoriosa campanha. Assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1961.

    Jânio quis levar adiante projetos de reformas estruturais, como a Lei Antitruste, a Lei de limitação da remessa de lucros para o Exterior e a reforma agrária. Foi, contudo, boicotado por grupos econômicos e isolado por uma classe política que na época ele a chamou de "forças ocultas".

    Ainda em 1961, no dia 25 de agosto, Jânio Quadros não se curvou aos interesses escusos, preferindo renunciar a Presidência da Republica.

    Em sua carta-renúncia, o estadista assegurou: "Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia, que subordinam os interesses gerais aos apetites e as ambições de grupos ou indivíduos, inclusive do exterior".
    João Goulart assume a presidência em 7 de Setembro de 1961, mas logo depois seria deposto pelo Golpe Militar em 1964.

    Em 27 de outubro de 1965, o velho PTN é extinto pelo Ato Institucional nº 2, inaugurando a era do bipartidarismo.

  • 1995-2004

    O dia 25 de Maio de 1995 foi uma data importante. Dorival de Abreu, junto com um grupo de idealistas, relança os alicerces e o manifesto para resgatarem a luta trabalhista, recriando o Partido Trabalhista Nacional – PTN.

    Em 29 de junho de 1995 o novo PTN obteve seu registro provisório junto Justiça Eleitoral. Em 10 de janeiro do ano seguinte conquistou o registro definitivo.
    Nas eleições municipais de 1996, Dorival de Abreu se candidata a prefeito de São Paulo.

    Leva o programa do partido aos bairros da capital. Foi aos debates e transmite às novas gerações a experiência de quem já esteve cuidando dos problemas da cidade como secretário municipal da última administração de Jânio Quadros na prefeitura de São Paulo (1986/1988).

    À convite de Dorival de Abreu, José de Abreu, na época deputado federal, filia-se ao PTN em 1999. Deste período até 2004, Dorival sofre vários derrames, impedindo com isso o avanço do novo PTN, vindo a falecer em 2004.

  • 2004-hoje

    "Só quem tem um passado de luta, pode ter um compromisso com o futuro", costuma dizer José de Abreu. Eleito deputado federal por dois mandatos, ficou a cargo deste paulistano a missão de reestruturar o partido e leva-lo de volta a ocupar cargos importantes.

    Para isso, um trabalho de reestruturação vem sendo feito deste então, preocupado em dialogar com as novas necessidades da população e sem distanciar-se dos ideais propostos pelo partido no passado.

    A legenda cresceu. Está presente em todos os estados e em mais de 1600 municípios. Num comparativo entre as eleições municipais de 2008 e 2012 o PTN registrou um aumento de 34% no número de eleitos.

    O PTN está preparado para os novos desafios. Junte-se a nós. Este é o partido do novo milênio.

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